Formação – Enfoc, da Contag e Escola Nacional Florestan Fernandes – ENFF, do MST. “Não encontramos em nenhum outro lugar do mundo experiências como as que são desenvolvidas por nossas escolas de formação”, registra Alessandra Lunas, vice-presidente da Contag e secretária de Relações Internacionais, mediando a mesa de debates sobre as experiências das escolas de formação da Contag e do MST. Emiliano Palmada, coordenador de educação popular do Instituto Paulo Freire iniciou a discussão com uma reflexão sobre a concepção freiriana de educação emancipatória e os atuais desafios dos movimentos sociais face à conjuntura atual na América Latina, mais especificamente no Brasil. Vanderlúcia, da Escola Nacional Florestan Fernandes falou sobre educação e formação de quadros no MST, relembrando os primeiros assentamentos e a luta por escolas e o processo de construção da ENFF, cujo princípio básico reside na “solidariedade dos povos que lutam para romper as cercas do latifúndio da ignorância, num mundo socialmente justo”. Sobre a organização da ENFF, ela explica que a mesma é comunitária privada, conta com uma equipe composta por 12 militantes e educadores, recebe apoio das coordenações e militantes dos cursos que passam pela escola e se sustenta com as doações de assentamentos e parceiras, articulando-se com seus Centros de Formação existentes em mais de 24 Estados. Juraci Moreira Souto, secretário de Organização e Formação da Contag, falou sobre a experiência da Escola Nacional de Formação da Contag – ENFOC, contextualizando-a histórica e politicamente. Ele explicou o porquê e para quê de uma escola de formação para o trabalhador e trabalhadora rural: “A Enfoc surge para formação de nossa base. Nesse cenário, formamos equipes de educação sindical, pautadas no Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário – PADRSS”. Segundo Raimunda Oliveira - Mundinha, coordenadora pedagógica da Enfoc, a escola existe hoje envolvendo o Sistema Contag, de abrangência nacional e que conta com suas peculiaridades, composto pelas Federações de Trabalhadores na Agricultura – FETAGs estaduais e Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – STTRs. “Nosso grande desafio é o de chegar a cada canto do país, sempre respeitando a diversidade, cultura e história das comunidades rurais”, explica Mundinha. Ainda segundo ela, entre as estratégias da Enfoc está a formação de educadoras (es), atingir a diversidade de púbicos, a visão política de considerar os conteúdos da atuação militante com seus respectivos projetos em disputa, a geração de conhecimento e a multiplicação criativa. A coordenadora explica também que a matriz pedagógica da Enfoc passa por dois eixos: um pedagógico e trata da memória, identidade e pedagogia para uma nova sociabilidade. O outro eixo, temático, trata da ação sindical e desenvolvimento rural sustentável e solidário. Dando continuidade às atividades do evento, no período da tarde foi realizado um breve diagnóstico sobre as práticas formativas do MSTTR e a socialização das experiências: Mutirão da Cidadania, Orçamento Participativo, Semana Sindical e Formação de Delegados de Base. À noite os participantes visitam a Feira de Saberes e Sabores. O 3º ENAFOR é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG, Federações de Trabalhadores na Agricultura – FETAGs, Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – STTRs e de várias organizações parceiras que atuam no campo, tendo por objetivo refletir sobre a contribuição da formação para o fortalecimento da luta dos trabalhadores rurais, suas organizações sindicais e para a superação dos desafios da classe trabalhadora na atualidade. | |
| Fonte: Imprensa Contag |
terça-feira, 27 de setembro de 2011
UM DIA INTENSO DE TRABALHO E REFLEXÕES MARCA AS ATIVIDADES DO 3° ENAFOR
ABERTURA DO 3º ENAFOR ACONTECE EM CLIMA DE COMEMORAÇÃO
| 26/09/2011 | |
“Semeando sonhos e colhendo realidades, sem vergonha de ser feliz”. Nesse clima foram abertos os trabalhos do 3º Encontro Nacional de Formação – 3º ENAFOR. Luziânia, município de Goiás, sedia o evento, que acontece de hoje até sexta (26 a 30 de setembro), quando cerca de 600 lideranças sindicais do Brasil e de outros países da América Latina discutem os processos formativos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. Compondo a mesa de abertura, o Presidente da Contag, Alberto Broch e o secretário de Organização e Formação da Contag, Juraci Moreira Souto, a secretária de Meio Ambiente da CUT e secretária de Mulheres da Contag, Carmen Foro e demais representantes da CTB e CUT, das Secretarias de Desenvolvimento Territorial e de Reordenamento Agrário (ambas do Ministério do Desenvolvimento Agrário), além de representantes de organizações internacionais, universidades, INCRA, Pronera e Programa Nacional de Reforma Agrária. Fazendo uma retrospectiva histórica, Alberto Broch lembra que a formação sindical vem de um longo tempo, quando nos anos de chumbo a Contag já fazia seus programas de formação sindical e destaca, na atualidade, o Projeto Alternativo de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário – PADRSS que, segundo ele, é o grande projeto político do MSTTR para o Brasil e para o campo e a criação da Escola de Formação da Contag – ENFOC como fruto do processo de capacitação e formação sindical. “Vamos nesses dias pensar, repensar e propor a formação no Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, fortalecendo assim a nossa Contag”. Para Juraci Moreira o ENAFOR demarca, desde sua primeira edição (2005), uma nova caminhada. “A cada encontro percebemos a importância de uma formação que seja articuladora do movimento sindical rural, no fortalecimento de nossas ações políticas”. Segundo ele, a formação política deve ser capaz de fomentar nas lideranças o desejo de ser militante: “Nossas lideranças precisam perceber a importância da qualificação na conquista de nosso projeto alternativo de desenvolvimento para o campo”. Os primeiros 223 grupos de base começaram a chegar para o Enafor logo pela manhã e, segundo os dados, já são cerca de 500 participantes inscritos no encontro. Muitos ainda são aguardados para amanhã. Para o final da tarde está previsto um balanço inicial sobre a formação do Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – MSTTR e reflexões sobre as estratégias e caminhos da formação para os próximos anos. Como metodologia, num primeiro momento será realizado um trabalho em grupo por Estado para construção desse diagnóstico, a partir das práticas formativas das federações. Em seguida, as regiões desenvolvem trabalhos em grupo para dialogar sobre essas práticas formativas e construção de uma análise geral. Uma síntese nacional feita pela equipe de sistematização encerra os trabalhos do dia. À noite, a dupla João Belo e Suzi, do Projeto Semeador de Sonhos, anima a programação cultural do primeiro dia. Prestigiando o 3º Enafor, também presentes os secretários da Contag: Alessandra Lunas (vice-presidente e Relações Internacionais), Antonio Lucas (Assalariados - as Rurais), Aristides Santos (Finanças e Administração), Maria Elenice Anastácio (Jovens), Rosicléia dos Santos (Meio Ambiente), William Clementino (Política Agrária), José Wilson (Políticas Sociais), Natalino Cassaro (Terceira Idade) e Antoninho Rovares (Política Agrícola). O 3º ENAFOR é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG, Federações de Trabalhadores na Agricultura – FETAGs, Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – STTRs e de várias organizações parceiras que atuam no campo, tendo por objetivo refletir sobre a contribuição da formação para o fortalecimento da luta dos trabalhadores rurais, suas organizações sindicais e para a superação dos desafios da classe trabalhadora na atualidade. | |
| Fonte: Assessoria de Imprensa da CONTAG |
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
FETARN faz reunião sobre associativismo no Sitio Baixa Verde.
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cerro Corá em Conjunto com a FETARN, através do Vice Presidente, Francisco José, fez uma reunião no sítio Baixa Verde, Municipio de Cerro Corá-RN para discutir com as associações de agricultores familiares vários assuntos de interesse da categoria. Dentre outros podemos destacar: Habitação Rural, Cooperativismo, Apicultura e Higienização de Casas de Farinha.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
ENAFOR
Na semana que antecede o 3° Encontro Nacional de Formação – 3° ENAFOR, que acontece de 26 a 30 de setembro, em Luziania – Goiás, a programação das atividades já começa a ser divulgada.
O encontro se inicia com um diagnóstico sobre a formação desenvolvida pelo Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais - MSTTR, através de trabalhos em grupo. No dia seguinte, uma Conferência será mediada por Pedro Pontual, educador popular, com participação de um representante da Escola Nacional Florestan Fernandes e da Escola Nacional de Formação da Contag - ENFOC.
O encontro se inicia com um diagnóstico sobre a formação desenvolvida pelo Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais - MSTTR, através de trabalhos em grupo. No dia seguinte, uma Conferência será mediada por Pedro Pontual, educador popular, com participação de um representante da Escola Nacional Florestan Fernandes e da Escola Nacional de Formação da Contag - ENFOC.
A troca de experiências, permitindo que os grupos dialoguem por
experiências em comum, acontece no terceiro dia do ENAFOR, seguido de um
segundo momento, com um olhar sobre essas experiências no todo, numa espécie de mosaico geral. Uma feira de Saberes e Sabores dará vida ao momento de fechamento do conhecimento compartilhado.
experiências em comum, acontece no terceiro dia do ENAFOR, seguido de um
segundo momento, com um olhar sobre essas experiências no todo, numa espécie de mosaico geral. Uma feira de Saberes e Sabores dará vida ao momento de fechamento do conhecimento compartilhado.
Dando sequência ao encontro de formação, na quinta (29) cerca de 15 oficinas pedagógicas vão trabalhar o processo formativo através de diferentes linguagens da educação popular: teatro, música, poesia, dança e contos, pautadas nas metodologias participativas. À tarde, um painel de debates sobre as experiências internacionais e a importância do processo de sistematização ocorre com entidades parceiras de países como o Equador, Nicarágua, Chile, Peru, Paraguai e outros, moderado pela Confederação de Organizações de Agricultores Familiares do Mercosul Ampliado - COPROFAM e Conselho de Educadores de Adultos da América Latina - CEAAL. Ainda nesse dia duas publicações serão lançadas: o ALMAnaque, produzido pelos educadores oriundos da primeira turma nacional da ENFOC e o livro Multiplicação Criativa, um Entrelaçar de Práticas e Saberes, este último produzido pelos educandos da segunda turma nacional da ENFOC. Ambas as publicações estarão disponíveis na página da ENFOC logo após o evento.
Encerrando as atividades do ENAFOR, o último dia será o grande momento do encontro, quando serão apresentadas as diretrizes para a formação do MSTTR.
O ENAFOR é uma iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG e tem por objetivo refletir sobre a contribuição da formação para o fortalecimento da luta dos trabalhadores rurais, suas organizações sindicais e para a superação dos desafios da classe trabalhadora na atualidade.
Siga o ENAFOR2011 no Twitter: http://twitter.com/#!/ENAFOR2011
Postado Por: Paulo José - Assessoria da FETARN
3ª PLENÁRIA NACIONAL DA CONTAG
Oficina do Alto Oeste
Oficina do VAle do Assú / Mossoró
De 08 a 14 de setembro a FETARN estará fazendo os encontros regionais com os sindicatos para a escolha dos delegados e das delegadas que irao participar da 3ª terceira plenária nacional da CONTAG que ocorrerá em Brasilia-DF no mes de outubro.O cronograma dos encontros esta definido da seguinte forma:
08/09 - Alto Oeste Potiguar - em Pau dos Ferros
09/09 - Médio Oeste e Vale do Assú/Mossoró - em Mossoró
13/09 - Seridó - em Caicó
14/09 - Grande Natal / Mato Grande / Central / Canavieiro e Trairí - em Natal
15/09 - Reunião com todos os delegados e delegadas sindicais escolhidos - em Natal
Postado Por: Paulo José
MSTTR NA 3ª Conferencia Estadual da Terceira Idade
O MSTTR através da Secretária da Terceira Idade do RN Divina Maria e dos delegados eleitos na base representando os STTR´s, participaram nos dias 14 e 15 do corrente da 3ª Conferencia Estadual da Terceira Idade.
O evento tem como objetivo propor melhorias para a terceira idade do RN e a escolha de delegados e delegadas que iram participar em Brasilia-DF, em novembro de 2011, da 3ª Conferencia Nacional da Pessoa Idosa.
Para a Sra. Divina Maria o MSTTR precisa se empoderar mais das discussões e participar dos conselhos municipais e ter acento nato no Conselho Estadual do Idoso.
Postado Por: Paulo José - Assessoria da FETARN
DILMA ROUSSEF APRESENTA COMPROMISSOS COM A MARCHA DAS MARGARIDAS
A presidenta Dilma Roussef apresentou a resposta do governo federal à pauta da Marcha das Margaridas, durante ato político de encerramento da Marcha, realizado no dia 17 de agosto, no Pavilhão do Parque da Cidade em Brasília.
Dilma afirmou: “muitas das demandas foram acatadas, outras demandas nós vamos continuar a conversa, porque o principal resultado dessa Marcha das Margaridas, eu quero destacar aqui, é a continuidade do diálogo, do respeito entre vocês e o governo federal, iniciada ainda pelo nosso Presidente Lula. Eu me comprometo aqui com vocês a dar continuidade a esse diálogo respeitoso e companheiro, e também quero dizer que pretendo cada vez mais ampliar o atendimento às justas reivindicações das mulheres trabalhadoras, essas guerreiras, chamadas de uma forma tão singela, mas tão forte, de Margaridas”.
A Presidenta repassou a Carmen Foro, Secretária de Mulheres da Contag e coordenadora geral da Marcha das Margaridas, o Caderno de Respostas contendo de forma detalhada a resposta a cada item da pauta, e destacou em seu discurso um conjunto de compromissos, que apresentamos a seguir, organizando-os por eixo da Plataforma.
TERRA, ÁGUA E AGROEOLOGIA
- Criação de grupo de trabalho, com a participação dos movimentos sociais, para discutir o tema do acesso a terra no Brasil;
- Elaboração do diagnóstico sobre os assentamentos existentes no Brasil;
- Garantias de acesso à habitação, à água, energia elétrica, serviço de educação e saúde nos assentamentos rurais;
- Apoio a estruturação produtiva dos assentamentos com acesso ao crédito, assistência técnica e garantia de comercialização;
- Ampliação do valor do Crédito Apoio Mulher para três mil reais, desembolsados em uma única parcela;
- Adoção da titulação conjunta nos imóveis rurais obtidos por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário - PNCF;
- Ampliação da PAIS - Produção Agroecológica Integrada e Sustentável, com aumento da sua dotação orçamentária, participação do Banco do Brasil, BNDES e Sebrae e sua integração ao Programa Brasil Sem Miséria, como ação prioritária de inclusão produtiva das mulheres rurais;
- Criação de um Grupo Especial de Trabalho, com a participação de segmentos sociais e das organizações de mulheres para elaborar o Programa Nacional de Agroecologia.
SOBERANIA E SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
- Compromisso em assegurar a participação das organizações de mulheres como representantes da sociedade civil no conselho de alimentação escolar;
- Adoção de medidas para ampliar parceria com os municípios e estados, visando o aumento no fornecimento dos produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar;
- Ampliação do limite de comercialização por família no Programa Nacional de Alimentação Escolar - PNAE, de R$9 mil para R$20 mil;
- Fortalecimento da organização produtiva com a garantia de um percentual do Programa de Aquisição de Alimentos – PAA, a ser destinado aos grupos produtivos de mulheres.
AUTONOMIA ECONÔMICA, TRABALHO E RENDA
- Garantia de inclusão de no mínimo 30% das mulheres como beneficiárias do Programa de Assistência Técnica e Extensão Rural - ATER;
- Ampliação da participação das mulheres no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura - Pronaf, e garantia da destinação de 30% por cento do total de recursos disponíveis para uso exclusivo das mulheres;
- Implantação de três unidades fluviais para atender à Região Amazônica no âmbito do Programa Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural –PNDTR.
EDUCAÇÃO NÃO SEXISTA, SEXUALIDADE E VIOLÊNCIA
- Criação de um grupo de trabalho interministerial para discutir critérios para implantação de creches no campo, com o objetivo de oferecer as crianças que vivem nas comunidades rurais creches públicas e com qualidade;
- Avanço na construção de um efetivo Programa de Educação do Campo com qualidade e métodos específicos e adequados à situação rural, que atenda a todos os segmentos do mundo rural e garanta o acesso aos livros didáticos, a alfabetização de jovens e adultos e a oferta de cursos profissionalizantes;
- Compromisso com ampliação das ações de enfrentamento a violência contra as mulheres do campo e da floresta e punição para os agressores;
- Implantação de 10 unidades móveis com serviços de atendimento para as mulheres do campo e da floresta em situação de violência.
SAÚDE E DIREITOS REPRODUTIVOS
- Construção do mapa da saúde das populações do campo e da floresta;
- Elaboração de um Plano Integrado de Vigilância em Saúde, em especial para as populações que se encontram expostas aos agrotóxicos;
- Construção de 16 unidades básicas de saúde fluviais, sendo oito unidades ainda este ano e oito em 2012;
- Implantação de 10 centros de referência em saúde do trabalhador, voltados para trabalhadores e trabalhadoras do campo e da floresta;
- Implementação da Rede Cegonha para reduzir a mortalidade materna das mulheres do campo e da floresta e aprimorar o atendimento aos recém nascidos;
- Realização da campanha nacional de prevenção ao câncer de colo de útero e de mama para as mulheres do campo e da floresta.
Ao final, a Presidenta Dilma divulgou a criação de um grupo interministerial, com a participação das mulheres do campo e da floresta, para acompanhar a agenda de compromissos, com reuniões semestrais, a partir de outubro deste ano.
DIRETORIA DA CONTAG DISCUTE ÚLTIMOS ENCAMINHAMENTOS PARA O ENAFOR
Durante a tarde hoje (20 de setembro) a diretoria da Contag esteve reunida para discussão dos últimos encaminhamentos para o Encontro Nacional de Formação – 3º ENAFOR e o fechamento de questões operacionais da atividade. Na ocasião, o secretário de Formação e Organização Sindical, Juraci Moreira Souto, apresentou as sugestões de nomes dos coordenadores das mesas para o evento, além de encaminhar as definições dos intercâmbios de experiências a serem apresentadas. “Os grupos vão dialogar, inicialmente, por experiências em comum, num processo de troca. Isso vai contribuir para que todas as experiências compartilhem sua prática pedagógica. Num segundo momento, teremos um olhar sobre essas experiências no todo”, explica Juraci. Ele anuncia ainda que já são 233 as experiências de base inscritas. Em seguida, o secretário fez os demais encaminhamentos políticos para o ENAFOR. Diversas organizações de Educação do Campo já confirmaram participação no ENAFOR, a exemplo da Escola Nacional Florestan Fernandes, do Movimento dos Sem Terra – MST e o Instituto Paulo Freire. O ENAFOR acontece de 26 a 30 de setembro de 2011, em Luziania – GO, numa iniciativa da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG, através da secretaria de Formação e Organização Sindical e tem por objetivo refletir sobre a contribuição da formação para o fortalecimento da luta dos trabalhadores rurais, suas organizações sindicais e para a superação dos desafios da classe trabalhadora na atualidade. | |
| Fonte: Assessoria Contag Postado Por: Paulo José - Assessoria da FETARN |
terça-feira, 30 de agosto de 2011
STTR DE CERRO CORA RECEBE O VICE PRESIDENTE DA FETARN E O NOVO DELEGADO DO MDA NO ESTADO EM SEU PROGRAMA DE RADIO
O Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Rurais de Cerro Corá - RN, recebeu em seu programa de rádio o Vice Presidente da FETARN Francisco José da Silva e o novo Delegado Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário - MDA - Raimundo da Costa Sobrinho.
Postado Por: Paulo José - Assessoria da FETARN
Governo Dilma anuncia mais R$ 400 milhões para a a Reforma Agrária
Sex, 26 de Agosto de 2011 20:51
O ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, anunciou nesta sexta-feira (26) que o governo federal vai aportar mais R$ 400 milhões para a obtenção terras da reforma agrária em 2011. A medida foi tomada após negociação com movimentos sociais do campo que promoveram uma jornada nacional de mobilização em favor da criação de mais assentamentos de trabalhadores rurais.
O recurso permitirá o assentamento de cerca de 20 mil famílias acampadas. A isso se somam os outros R$ 530 milhões para obtenção de terras que já haviam sido preservados no orçamento do Incra este ano, por determinação da presidenta Dilma Rousseff, diante do corte de gastos promovido em algumas áreas do governo, em decorrência da crise econômica internacional.
"Nós abrimos as portas para um diálogo que é tenso. As demandas dos movimentos são muitas e são amplas, e nós procuramos, na medida do possível, atender a essas demandas. Nós chegamos no limite das nossas possibilidades. Esperamos que tenhamos atendido às principais reivindicações", disse o ministro.
Segundo o presidente do Incra, Celso Lacerda, o próximo passo é avançar no planejamento de gestão determinado pela presidenta, cujo objetivo é redimensionar e estabelecer metas para o programa nacional de reforma agrária até 2014.
Nas próximas semanas, serão pactuados outros pontos da pauta dos movimentos sociais, como a renegociação da dívida dos pequenos agricultores.
"Nós abrimos as portas para um diálogo que é tenso. As demandas dos movimentos são muitas e são amplas, e nós procuramos, na medida do possível, atender a essas demandas. Nós chegamos no limite das nossas possibilidades. Esperamos que tenhamos atendido às principais reivindicações", disse o ministro.
Segundo o presidente do Incra, Celso Lacerda, o próximo passo é avançar no planejamento de gestão determinado pela presidenta, cujo objetivo é redimensionar e estabelecer metas para o programa nacional de reforma agrária até 2014.
Nas próximas semanas, serão pactuados outros pontos da pauta dos movimentos sociais, como a renegociação da dívida dos pequenos agricultores.
Postado Por: Paulo José - Assessoria da FETARN
ESTADOS REALIZAM PLENÁRIAS E SE PREPARAM PARA A EDIÇÃO NACIONAL
As Fetags começarão a realizar nos próximos dias as Plenárias Estaduais de Trabalhadores e Trabalhadoras da Terceira Idade e Idosos Rurais. Os eventos têm o objetivo de fomentar o debate que será aprofundado em âmbito nacional, em junho de 2012, e também de escolher os delegados e delegadas de cada estado.
Segundo informações da Secretaria Nacional da Terceira Idade da Contag, várias federações já agendaram suas plenárias e outras ainda estão definindo. Em setembro, serão quatro: no Espírito Santo, Pará, Santa Catarina e Paraná. Já em outubro, na Paraíba, Amazonas e Mato Grosso do Sul; e em novembro em Rondônia, Rio Grande do Norte e Goiás. No mês de dezembro será a vez de Pernambuco. Para o ano que vem já têm três federações já confirmadas: Mato Grosso, em janeiro; Bahia, em fevereiro; e Rio Grande do Sul, em março.
A 1ª Plenária Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Terceira Idade e Idosos Rurais será realizada de 13 a 15 de junho de 2012. O secretário Natalino Cassaro informou que foi escolhida essa data para coincidir com o Dia Nacional de Defesa e Fortalecimento da Pessoa Idosa Rural.
Fonte: Agência Contag de Notícias - Verônica TozziSegundo informações da Secretaria Nacional da Terceira Idade da Contag, várias federações já agendaram suas plenárias e outras ainda estão definindo. Em setembro, serão quatro: no Espírito Santo, Pará, Santa Catarina e Paraná. Já em outubro, na Paraíba, Amazonas e Mato Grosso do Sul; e em novembro em Rondônia, Rio Grande do Norte e Goiás. No mês de dezembro será a vez de Pernambuco. Para o ano que vem já têm três federações já confirmadas: Mato Grosso, em janeiro; Bahia, em fevereiro; e Rio Grande do Sul, em março.
A 1ª Plenária Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Terceira Idade e Idosos Rurais será realizada de 13 a 15 de junho de 2012. O secretário Natalino Cassaro informou que foi escolhida essa data para coincidir com o Dia Nacional de Defesa e Fortalecimento da Pessoa Idosa Rural.
RESPOSTA DO GOVERNO À MARCHA DAS MARGARIDAS MARCA INÍCIO DE DIÁLOGO
No encerramento da Marcha das Margaridas, dia 17, a presidenta Dilma Rousseff entregou à Coordenadora Nacional da Marcha e Secretária de Mulheres da Confederação Nacional de Trabalhadores na Agricultura (Contag), Carmen Foro, um caderno de respostas. “A resposta da presidenta não corresponde ao tamanho da mobilização”, afirmou Carmen, ponderando que trata-se de um processo de construção.
Apesar de ser um dos pontos estruturantes da pauta das Margaridas, a reforma agrária, por exemplo, não foi sequer citada nas palavras de Dilma. “Não poderíamos entender que tudo seria resolvido apenas nessa Marcha. Abrimos um caminho de negociação com o governo”, disse Carmen.
As medidas anunciadas pela presidenta Dilma dizem respeito a outros temas, como a saúde da mulher, o combate à violência e o crédito rural. Entre os anúncios pronunciados no dia 17, estão: mutirões de três barcos para tirar documentos das ribeirinhas; 16 unidades fluviais de saúde; escritura conjunta do casal para imóveis rurais obtidos por meio do Programa Nacional de Crédito Fundiário; funcionamento, até 2012, de 10 unidades móveis de atendimento às mulheres em situação de violência na área rural; ações para a redução da mortalidade materna e infantil para as mulheres rurais; campanha contra o câncer de colo de útero e de mama para as mulheres do campo e da floresta; realização do Mapa da Saúde para as populações rurais; trinta por cento da merenda escolar a ser adquirido da agricultura familiar; acesso ao Crédito de Apoio à Mulher, no valor de R$ 3mil, em uma parcela.
Por fim, a presidenta Dilma garantiu a instituição de um Grupo de Trabalho para continuar discutindo as questões levantadas durante a Marcha, composto pelos ministérios envolvidos nas demandas das trabalhadoras rurais e por lideranças dos movimentos sociais. Segundo a organização da Marcha das Margaridas, motivos não faltam para comemorar. “A Marcha em si já é vitoriosa por ter mobilizado tantas mulheres”, lembrou Carmen Foro.
Confira a íntegra do Caderno de Respostas entregue pelo governo federal à Marcha das Margaridas, pelo seguinte link: http://ow.ly/67SIF
A AGRICULTURA FAMILIAR ALIMENTA O BRASIL QUE CRESCE
Lançada Frente Parlamentar pela Educação do Campo
25/08/2011 05:52
Fortalecer o diálogo entre o governo e a sociedade civil para promover o aperfeiçoamento das políticas públicas relacionadas à educação do campo. Este é um dos objetivos da Frente Parlamentar pela Educação do Campo, lançada nesta quinta-feira (25), em solenidade realizada no auditório Freitas Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF). A frente conta com a adesão de 214 parlamentares federais.
Na solenidade de lançamento, o diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Argileu Silva, destacou que por meio da Frente Parlamentar será possível dar passos firmes na construção de uma proposta efetiva de educação para o campo. “O estereótipo de que o rural é sinônimo de atraso está sendo superado. Um dos nossos grandes desafios agora é trabalhar em um marco legal para que o estado brasileiro possa aprofundar o debate desse tema, e apoiar uma pedagogia de alternância que dialogue com o tema”.
Argileu Silva destacou que nos últimos oito anos, a SAF e a Secretaria de Desenvolvimento Territorial do MDA (SDT/MDA), investiram mais de R$ 62 milhões nas escolas de alternância. O ensino em alternância promove o desenvolvimento local por meio da formação global dos jovens e adolescentes nas áreas rurais. Este sistema é composto por: associações, constituídas por pais e outros atores locais que compõem os Centros Rurais de Formação de Alternância (CRFA), que aplicam a pedagogia da Alternância.
O presidente da Frente Parlamentar, deputado federal, Padre João, disse que a expectativa é universalizar uma proposta no governo de incentivo para que os jovens rurais possam retomar os estudos por meio de uma educação diferenciada. “Atualmente, está acontecendo o papel inverso: os jovens saem do campo para estudar nas grandes cidades. A Frente chega para mudar essa realidade”, enfatizou. A Frente busca destacar, ainda, que a educação no campo é um tema fundamental para um Brasil sem miséria.
A diretora de Políticas para Educação do Campo e Diversidade do Ministério da Educação, Viviane Faria, com a Frente será possível avançar na discussão da educação no campo, focada na melhora da qualidade do ensino para as pessoas do meio rural. “Não só de transmissão de conhecimento, mas uma educação focada na cultura e também nos saberes locais”, destacou.
A Frente Parlamentar pela Educação do Campo vai contar com uma comissão de apoio técnico, que será composta por um assessor de cada um dos 214 deputados federais que a integram. A missão da comissão é criar, junto com os movimentos sociais, estratégias de fortalecimento direcionadas à educação dos trabalhadores rurais.
Expectativa
A aluna Mariana Silva, 15 anos, e mais 36 alunos do meio rural, cursam o 1º ano do ensino médio na Escola Família Agrícola (EFA), de Orizona (GO). Presente na solenidade, muito sorridente, ela mostrou seu entusiasmo e expectativa. “ Espero que a Frente seja boa para a escola”.
“O campo não é um lugar apenas para se produzir comida. É um lugar para se produzir também cultura e valores. A educação não é mais a transmissão ou retransmissão do conhecimento. A educação é a construção coletiva do saber no campo, para o campo, ou do campo”, lembrou o representante da Centro Familiar de Formação por Alternância (CEFFA), Luiz Peixoto.
Luta por educação no campo
“Não vou sair do campo pra poder ir pra escolar. Educação no campo é direito não esmola”. O poema foi citado durante o lançamento da Frente Parlamentar pela representante da Via Campesina, Antônia Vanderlucia. No ato, ela enfatizou a necessidade de se promover uma educação no campo diferenciada. “Nosso desejo é que essa Frente seja a grande zeladora da educação no campo, que eleve a autoestima dos camponeses, que por muitos anos foram excluídos de uma política de educação decente”. E questionou “qual a educação no campo que a gente quer construir de fato nesse país?”, ao falar do importante papel que a Frente vai desempenhar também na luta pela erradicação do analfabetismo no campo.
Para o representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), Wilson Gonçalves, a educação precisa ser a política central de desenvolvimento sustentável para o campo. “A Frente chega nesse momento, ela será o braço forte no Parlamento para consolidar esse desejo”, destacou. “A nossa busca é por uma educação que olhe para a nossa comunidade camponesa, respeitando a nossa identidade. É preciso pensar numa política focada no desenvolvimento social, sustentável e econômico do nosso rural brasileiro”, completou a presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetraf), Elisângela Araújo.
Pronera
Na segunda parte do ato solene foi realizado um debate técnico. O Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) foi citado como uma experiência de sucesso de educação do campo. Instituído em 1998 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e coordenado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o objetivo é fortalecer a educação no campo nas áreas de reforma agrária, promovendo o acesso à educação formal em todos os níveis.
Em 13 anos de existência, já foram formados por meio do Programa cerca de 500 mil assentados, em ações de educação de jovens e adultos (EJA), ensino fundamental e médio, cursos profissionalizantes de nível médio, superior e especialização. “A educação é um tema central no tema do combate à erradicação da miséria. Com educação, as pessoas do campo terão potencial para decidir qual caminho percorrer para sair dessa condição”, ressaltou a coordenadora nacional do Pronera, Clarice Aparecida dos Santos.
Participaram da solenidade de lançamento alunos da Escola Família Agrícola de Orizona (GO), deputados Federais, representantes do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), do Fórum Nacional pela Educação no Campo (Fonec) e representantes das Frentes Parlamentares da Agricultura Familiar, da Economia Solidária e da Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER).
Postado Por: Paulo José - Assessoria da FETARN
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